13 de maio de 2025 Capacitação

Reunião Científica destaca a importância da higienização das mãos e como ela pode salvar vidas

O Araújo Jorge – Hospital de Câncer promoveu, na última sexta-feira (09/05), durante a Semana de Higienização das Mãos, edição…

O Araújo Jorge – Hospital de Câncer promoveu, na última sexta-feira (09/05), durante a Semana de Higienização das Mãos, edição especial da Reunião Científica com foco na importância da prática entre os profissionais de saúde. A palestra foi ministrada pela infectologista e diretora clínica da instituição, Dra. Juliana Lopes Dona, e realizada no auditório do Centro Médico Ambulatorial (CMA), reunindo médicos, residentes, enfermeiros, técnicos de enfermagem, voluntários e assistentes administrativos.

 A infectologista destacou que lavar as mãos corretamente deve ser um hábito diário e consciente. Considerada uma das medidas mais simples, eficazes e de baixo custo, a higienização é essencial para prevenir infecções hospitalares e precisa fazer parte das rotinas assistenciais. “A higienização das mãos é a principal medida para prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde. O uso de luvas não substitui a lavagem das mãos. Estudos mostram que a adesão à higiene reduz em 40% as infecções hospitalares. A transmissão de patógenos ocorre, principalmente, pelo contato das mãos com superfícies contaminadas”, afirmou.

Segundo a médica, 80% das infecções são transmitidas por meio do contato manual. “As infecções hospitalares aumentam o tempo de internação e os custos médicos, sendo os pacientes imunossuprimidos os mais vulneráveis. Por isso, o Setor de Controle de Infecção Hospitalar do Araújo Jorge se mobiliza para oferecer eventos, treinamentos e capacitações sobre as técnicas de higienização com água e sabonete, assim como com a preparação alcoólica”, explicou.

“Protegemos vidas, então é fundamental fazer da higiene das mãos um hábito. Como profissionais de saúde, é nossa obrigação prevenir infecções. Precisamos estar atentos também aos jalecos, ao uso de celulares e às normas de segurança, como a NR 32. Além disso, o uso de adornos deve ser evitado, visando à proteção”, reforçou.

Impacto na saúde e no meio ambiente

No início da semana, foi celebrado o Dia Mundial da Higienização das Mãos. Em campanha com o tema “Luvas, às vezes. Higiene das mãos, sempre”, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou a importância da prática adequada conforme os cinco momentos de higiene, o uso correto das luvas e o descarte apropriado das mesmas.

Para Dra. Juliana, o uso de luvas não substitui a higienização. “Existe um tempo certo, movimentos específicos e fricções que devem ser respeitados. O uso de luvas estéreis é indicado em procedimentos cirúrgicos, partos vaginais, procedimentos radiológicos invasivos, manuseio vascular, preparo de nutrição parenteral total e de quimioterápicos”, detalhou.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também reforça que a campanha visa à conscientização sobre o descarte consciente das luvas, com atenção aos impactos ambientais. A enfermeira do Núcleo de Segurança do Paciente, Brenda Castilho, informou que todos os pontos de dispenser do hospital receberão orientações visuais com os passos e tempos corretos da higienização. “Durante dois meses, a ação vai reeducar os profissionais para melhorar a taxa de adesão à prática. A segurança do paciente depende da eficácia da higienização. A palestra foi maravilhosa, e a Dra. Juliana respondeu a todos os questionamentos sobre o tema”, afirmou.

Aprendizado e conscientização

O técnico de enfermagem César Augusto de Souza, do Setor de Controle de Infecção Hospitalar e um dos organizadores do evento, celebrou a realização da atividade como oportunidade de capacitação. “É muito interessante se reciclar e aprender sempre. Todo conhecimento que adquiro é compartilhado com a equipe. Estamos empenhados em conscientizar os profissionais para o uso correto de água, sabonete e álcool”, destacou.

Segundo ele, há um trabalho contínuo de treinamento e reciclagem dentro da instituição. “Se faltar álcool em algum ponto, podem nos acionar para repor o produto e garantir a continuidade da higienização adequada, conforme as orientações da vigilância”, completou.

Durante a ação, os participantes também puderam testar a eficácia da higienização por meio da “caixa mágica da verdade”, que utilizou luminol para verificar, desde o antebraço, se a aplicação do produto estava sendo feita corretamente. Um dos que participaram da atividade foi o médico oncologista do Serviço de Melanoma e Pele, Dr. Nermindo Pereira Pinto, que interagiu ativamente durante a palestra.



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