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Consumo de cigarros cresce 34% na pandemia

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Antes da Covid- 19, número de fumantes estava em queda


O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado hoje, levanta debates sobre o tabagismo em diversos âmbitos. Segundo pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), durante a pandemia, o tabagismo vem crescendo, uma vez que a difusão e intensificação do hábito de fumar é decorrente de sintomas de ansiedade, além de insônia, sentimento de solidão, tristeza e nervosismo. De acordo com a pesquisa, 34% dos fumantes brasileiros declararam ter aumentado o número de cigarros fumados durante a pandemia.
A pesquisa apontou ainda que o aumento no consumo foi ainda maior entre aqueles que também afirmaram ter piora no sono (45,5%) e agravamento de sentimentos de solidão (39,6%), tristeza (46,3%) e nervosismo (43,3%).

Os dados sobre tabagismo durante a pandemia contrapõem os obtidos a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, quando o percentual total de adultos fumantes era de 12,6%. Em 2019, ano que antecedeu a pandemia de Covid-19, o percentual de adultos fumantes no Brasil vinha apresentando uma expressiva queda nas últimas décadas em função das inúmeras ações desenvolvidas pela Política Nacional de Controle do Tabaco.

Para se ter uma ideia, em 1989, 34,8% da população acima de 18 anos era fumante, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN). Uma queda expressiva nesses números foi observada no ano de 2003, quando na Pesquisa Mundial de Saúde (PMS) o percentual observado foi de 22,4 %. No ano de 2008 segundo a Pesquisa Especial sobre Tabagismo (Petab) este percentual era de 18,5 %.

Preocupação O aumento do consumo do tabaco preocupa o Araújo Jorge, cujo Serviço de Oncologia Torácica recebeu em 2020 mais de 3 mil pacientes, a grande maioria atendida pelo SUS - o que impacta diretamente na agilidade do atendimento, devido à dependência dos hospitais especializados às respectivas Secretarias de Saúde dos seus estados e municípios. Em Goiás, por exemplo, segundo dados do Radar do Câncer (baseado em dados do Data- Sus), uma média de 90% dos pacientes que iniciam seus tratamentos com estadiamento III e IV. Até 2019, a maioria dos pacientes em tratamento tinha mais que 50 anos. Cerca de 48% deles eram fumantes.

"Tumores restritos ao pulmão, nos estágios I e II, devem ser operados e removidos.

Nestes casos, a chance de cura é de até 70%. Nos outros estágios, uma associação de quimio e radioterapia, com eventual resgate cirúrgico, é a alternativa que melhor mostra resultados, porém, não ultrapassando 30% de índice de cura. No estágio VI a quimioterapia é o tratamento mais indicado, mas as chances de cura são extremamente reduzidas", alerta oncologista Roberto César Fernandes.

Covid-19 A relação entre tabagismo e a piora dos pacientes acometidos pelo novo coronavírus foi, inclusive, o tema da campanha lançada na última quarta-feira (26), pela Associação Médica Brasileira.

Com o tema Novos produtos, velhos problemas, a iniciativa foca na questão dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), categoria que engloba os cigarros eletrônicos, de tabaco aquecido, vaporizadores e outros grandes vilões do Serviço de Oncologia Torácica do Hospital de Câncer Araújo Jorge (HAJ).

O principal inimigo dos médicos que trabalham no setor, porém, é o tempo. É que, na maioria das vezes, os sintomas da doença não levam a pessoa ao médico de imediato, entendendo como não tão importantes sintomas como tosse persistente, dor no peito, falta de ar e cansaço excessivo. "O problema é que quando, finalmente, a pessoa decide, ou é obrigada a procurar ajuda, os diagnósticos geralmente são muito ruins.

Por isso, é tão importante fazer o bom e velho checkup todo ano", aconselha o oncologista Roberto César Fernandes.

 

Fonte: Jornal O Hoje

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