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Covid-19: Infectologista fala sobre importância do cumprimento de medidas de proteção dentro das UTIs

Destaque

A escalada do novo coronavírus tem feito unidades de saúde repensarem a lógica do atendimento, aprimorando o serviço de triagem, alterando a rotina de visitas e redobrando cuidados diante dos riscos de contaminação entre pacientes e a própria equipe médica. As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), no entanto, nunca estiveram sob tanta vigilância. Na maioria dos hospitais, os profissionais precisam se paramentar com máscara, luva, avental e protetor facial. Além disso, os procedimentos de paramentação e desparamentação seguem protocolos rígidos – normas que vêm sendo seguidas até mesmo por quem não tem contato diário com pacientes infectados.

É o caso da equipe médica do Hospital de Câncer Araújo Jorge (HAJ), referência no tratamento da doença e que, pela natureza da patologia, segue atendendo normalmente. A rotina, porém, sofreu algumas mudanças, como a implantação de um serviço de triagem para pacientes oncológicos que funciona 24h e o endurecimento das medidas de proteção, principalmente dentro da UTI. As visitas foram proibidas e toda equipe passou por uma reciclagem em relação ao uso dos Equipamento de Proteção Individual (EPIs). “A intenção é proteger, ao máximo, o paciente que está naquele ambiente, evitando, por exemplo, a entrada de alguém infectado, mesmo estando assintomático”, explica a infectologista do HAJ, Lissa Rodrigues.

O controle também atinge os profissionais de saúde que têm acesso à UTI. A ideia é que, caso alguém apresente sintomas, o hospital consiga afastar todos aqueles que tiveram contato com o possível doente. “Aqui, todo cuidado é pouco, pois lidamos com pacientes imunodeprimidos, cujo sistema imunológico está enfraquecido, e que ficam mais suscetíveis à contaminação”, pontua a profissional, que também é presidente da Comissão de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (CCIRAS) do HAJ.

Recentemente, o hospital apareceu entre as instituições goianas mais seguras para o paciente. O levantamento, feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), avaliou aspectos como higiene das mãos, prevenção de infecção e administração de medicamentos. O objetivo da pesquisa foi jogar luz sobre os critérios que provam o quanto o paciente está seguro enquanto faz seu tratamento dentro da unidade de saúde, parte da cultura do cuidado que vem sendo amplamente discutida por gestores e profissionais da área.

Cuidado redobrado

Nos últimos meses, o trabalho da CCIRAS, que existe desde 1998, aumentou consideravelmente. Se, no dia a dia, o grupo, formado por médicos, farmacêuticos, enfermeiros e outros profissionais da saúde, discutia o controle de antibióticos e a busca ativa por motivadores de infecções, agora a rotina passa também pela análise de medidas preventivas que tornem o hospital um ambiente ainda mais seguro. “No cenário de Covid-19, precisamos estar ainda mais alertas, já que no grupo de risco, ao lado de idosos e hipertensos, portadores de doenças cardiovasculares e diabéticos, estão os pacientes oncológicos”, alerta Lissa.

A vulnerabilidade do paciente, que não pode suspender o tratamento, impactou diretamente na porta de entrada do HAJ. Agora, uma equipe de enfermeiras realiza uma triagem na intenção de reconhecer possíveis infectados pela Covid-19. “Se elas identificam sintomas como febre, tosse ou dificuldade de respiração, encaminha, imediatamente, o paciente para um médico que faz uma segunda avaliação e, quando necessário, solicita exame de sangue e tomografia. Com os resultados em mãos, e já com o parecer de um infectologista, caso se confirme o diagnóstico, entramos em contato com a Central de Regulação e a pessoa é transferida para um hospital de referência. Nossa meta é que este paciente fique aqui o menor tempo possível”, esclarece a infectologista Lissa Rodrigues.

No restante da rotina, também houve mudanças. Desde o início de março, o HAJ vem adotando medidas preventivas contra a Covid-19. Para evitar a aglomeração de pessoas, o ambiente foi todo preparado: as cadeiras estão bem separadas e os atendimentos foram divididos em faixas de horários ao longo do dia, garantindo que a saída do isolamento seja curta e segura. Além disso, todas as consultas de revisão periódica estão sendo reagendadas, as visitas aos pacientes internados foram suspensas e as regras para acompanhantes, alteradas.

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